Os leilões transformaram-se, definitivamente, em ótimos investimentos, tidos como um dos mais rentáveis e seguros do planeta. Quadros, esculturas, fotografias, móveis e carros antigos deixaram de ser apenas artigos de decoração.
Diferentemente do mercado de ações, moedas ou fundos, eles não sofrem com as intempéries do mercado, não olham para o dólar com aflição e não sabem o que é classificação de risco. É patrimônio que se valoriza com o passar dos anos. O leilão é reconhecido como uma alternativa eficiente para transação de bens. Amparado por legislação específica é regido pela lei de oferta e procura, onde o preço é obtido pelo maior lance oferecido pelos participantes compradores.
Flávio Bittencourt Vianna há mais de 11 anos é leiloeiro. Ele explica como é o funcionamento dos leilões. “Os leilões não são práticas destinadas a amadores. É fundamental conhecer as artimanhas desse mundo peculiar. Em primeiro lugar, o interessado deve ficar antenado no calendário mensal de leilões”, explica. “Depois de verificar as peças que serão oferecidas, o ideal é vê-las em exposição. Assim, é possível identificar o estado de conservação dos objetos”, diz.
Flávio fala baseado na sua experiência de leiloeiro oficial das Varas de Execuções Fiscais da Justiça Federal de Porto Alegre e Grande Porto Alegre (Canoas e Novo Hamburgo), Justiça Estadual e das Comarcas do Litoral.
“Os leigos devem contratar o auxílio de um especialista na determinada peça que irá a leilão. O passo seguinte é se cadastrar para a disputa”, comenta. “Ao chegar no evento, cada participante recebe uma placa com um número de identificação. Basta levantá-la para dar um lance”.
E o leiloeiro, o que ganha com isso? “A comissão do leiloeiro é de 10% sobre o valor arrematado, para bens imóveis e 10% para bens móveis, paga pelo comprador”, explica. E qual a vantagem do comprador? “A principal vantagem de um comprador é ter a possibilidade de arrematar o objeto por um preço 20% menor, em média, ao que ele realmente vale”.
“Nossa responsabilidade inicial inclui uma avaliação do bem com o objetivo de auxiliar nosso cliente na estimativa do preço para a venda. Definidas as condições, o bem é transferido para nossos pátios onde é feita uma vistoria com preenchimento de um laudo individual, fotografado e catalogado para que seja separado por lote, que será transcrito nos editais, conforme exigência da lei”, define Flávio.
Qualquer pessoa pode comparecer e participar do leilão, basta ser brasileiro, de maior idade, levar a Carteira de Identidade e o CPF. Não é necessária a comprovação de renda nem apresentação de negativa. Caso a arrematação seja parcelada é necessária a presença do cônjuge.
Leilão é a forma de venda ou compra, mais democrática, cristalina, transparente e segura, pois, é um negócio simples e realizado publicamente. Atualmente, além da Justiça, também Grandes Empresas e Poder Público, têm se utilizado largamente do leilão para a venda de seus bens inservíveis, tendo alcançado grande êxito, já que o que não serve para um poderá ser útil para outro e, assim, recuperando capital de giro.
Matéria postada por Rodrigo Fatturi
