Há 17 anos, Andréa Santos Carvalho vende quadros pintados a óleo. É como no tempo de Da Vinci , só que no centrão de Porto Alegre. Leia mais…
A voz é doce e espontãnea. Os gestos também. Tudo haver com um profissional que transforma tinta óleo em rostos e paisagens. É assim, à moda antiga que a artista plástica Andréa Santos Carvalho, 33 anos, pinta casais, crianças, políticos, artistas ou qualquer anônimo num ateliê improvisado na calçada, sem teto ou parede.
á 17 anos, ela atende aos clientes em frente ao número 116 da rua Otávio Rocha, bem no centrão de Porto Alegre. Vem gente da região metropolitana, interior e até estrangeiros de passagem pela capital.
Casada, sem filhos, vestes ripongas, Andréa já foi corrida pela polícia, confundida com camelô, mas o tempo trouxe o respeito da vizinhança. “A prefeitura me deixa ficar porque não concorro com as lojas”, justica.Não é sempre que ela está no local. Os quadros e o banco podem ser vistos entre 10h e 17h, às quartas, quintas e sextas-feiras. Nos demais dias, Andréa dá aulas para grupos em bairros nobres de Porto Alegre.
Só há dez pintores como ela no Estado. Nenhum em contato direto com o público. “Aqui vem gente de todas as classes, gosto de estar em contato com as pessoas. Sou feliz!”, comenta.
A simetria das pinturas impressiona. É a garantia do elevado número de pedidos. “Acho que a arte moderna já chateou as pessoas, acredita que a pintura a óleo está em ascensão”, confia.
Assim, sem estresse, Andréa vai levando a vida. Ela conhece tudo sobre hiperrealismo, mas prefere o realismo.