Antigamente era comum vermos pessoas oferecendo produtos de porta em porta. Hoje, substituídos pelos sofisticados camelôs, os vendedores ambulantes se tornaram figuras difíceis de serem avistadas.
O itinerante Marconde da Nóbrega Vieira, de 29 anos, mora na cidade de São Bentinho, situada a oeste da Paraíba.
Desde 1997 vem todo ano ao Rio Grande do Sul para vender mantas, redes de descanso, toalhas de natal. Toda produção proveniente da própria Paraíba.

Produto comum ao nordestino e típico da cultura brasileira, as redes produzidas no Sertão Paraibano, ganharam espaço em lojas e residências de todo o Brasil e do mundo, como Austrália, Hungria e Holanda.
Marconde conta que este ano chegou ao Estado dia oito de outubro, num caminhão com aproximadamente mais vinte paraibanos.
Dia 22 de dezembro ele e seus companheiros rumam até o litoral, onde ficam até o final dos festejos de carnaval.
Instalados estrategicamente na cidade de Canoas, os vendedores ambulantes da Paraíba percorrem as ruas da região metropolitana de Porto Alegre com muita disposição e uma simpatia singular.
Marconde diz que o Rio Grande do Sul é o melhor lugar para se vender este tipo de produto, mas que este ano a procura está menor. Mesmo assim, arrecada em média por dia cerca de 250 Reais.